quarta-feira, 29 de junho de 2011

PENITENCIARISTA JOHN HOWARD

Clique na imagem para Zoom
           A partir do século XVIII, com a influência do iluminismo, começaram a se desenvolver estudos e idéias sobre o sistema penitenciário, especialmente a preocupação com a questão humanitária das prisões, destacando-se dentre as mais importantes obras; o clássico revolucionário Dos Delitos e das Penas de Cesare Beccaria (1764), O Estado das Prisões 


na Inglaterra e no País de Gales de John Howard (1776) e Teoria das Penas e das Recompensas de Jeremy Bentham (1818).

           Essas três obras tiveram decisiva influência na revolução do tratamento penal nas prisões. Na Inglaterra, John Howard, apóstolo da humanização das prisões, nomeado xerife do condado de Belfast, em 1772, muito impressionado com a situação das várias prisões que visitou, na Inglaterra e País de Gales, se sentiu obrigado a visitar também a Irlanda e a Escócia. Continuou visitando prisões no decorrer de sua vida, por quase toda a Europa e se dedicando à luta pela melhoria dos cárceres, propondo um tratamento mais digno aos presos, sugerindo maneiras para melhorar o estado sanitário das prisões e a saúde dos prisioneiros, além de incentivar a prática do trabalho e a assistência religiosa.

           Como resultado do empenho de Howard, o Parlamento Britânico aprovou leis que buscavam melhorar as condições dos encarcerados. Seu trabalho teve forte influência em países como Estados Unidos, Alemanha e Rússia.  
Por tudo isso, John Howard é considerado o Pai do Penitenciarismo, morreu em 20 de janeiro de 1790, em decorrência de uma febre tifóide, contraída enquanto visitava um Hospital Militar na Rússia.

           Em 1866, a Liga para a Reforma Penal Howard foi fundada em sua honra.
John Howard visitou toda a Europa – não para fazer um levantamento da suntuosidade dos palácios ou a imponência dos templos, ou para fazer medições precisas dos restos de antigas grandezas, ou para formar uma escala de curiosidade de arte moderna, ou coletar medalhas ou agrupar manuscritos – mas sim, para mergulhar nas profundezas dos calabouços e hospitais infectados; para o levantamento das mansões de tristeza e dor; para tirar o medidor e a medida da depressão, miséria e desprezo, para lembrar o esquecido; para atender os negligenciados; para visitar o abandono, comparar e ordenar as misérias de todos os homens, em todos os países. Seu plano é original, e é cheio de gênio como ele era de humanidade.” (Edmund Burke)