quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PENITENCIÁRIA DE AVARÉ

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Inaugurada em, 29 de agosto de 1970, pelo governo Abreu Sodré, a Penitenciária “Dr. Paulo Luciano de Campos” de Ava­ré foi orientada segundo os melhores preceitos em prática nas instituições semelhantes do exterior, bem como, nos moldes da Penitenciária do Estado e tinha como principal objetivo desafo­gar as superlotadas cadeias da região.
   Foi concebida para ser uma das maiores e mais moder­nas do país, com quatro pavilhões celulares, subdivididos em dois pavilhões cada um, com 113 celas, para abrigar um total de 452 presidiários, numa área construída de 22 mil metros quadrados. Contava, ainda, com prédios isolados para porta­ria, administração, enfermaria e hospital. Dois pavilhões para oficinas, salas de aula, espaço ecumênico, auditório, cozinha, lavanderia e campo de esportes, com gramado para futebol oficial, cercado com alambrado, iluminado e dotado de uma arquibancada coberta, além de pista de atletismo.
  A soma das lotações das diversas oficinas existentes na penitenciária correspondia à lotação total do estabelecimento, portanto, não havia ociosidade.
   Quanto das inclusões, os sentenciados recebiam roupas para uso pessoal (camisas, calças, uma japona de feltro, sapatos) e também roupas de cama.
  Posteriormente, já nos pavilhões, o setor de lavanderia se encarregava de sua lavagem e tro­ca, o que ocorria em dias preestabelecidos. Re­cebiam também, mensalmente, 01 rolo de papel higiênico, 1 sabão convencional, 01 sapólio, 01 esponja de aço e 01 sabão de coco.
   O cotidiano na penitenciária era a prática de um autêntico e rigoroso regime penitenciário. Os sen­tenciados, sozinhos ou quando em fila, sempre se deslocavam à direita nas galerias, como em mãos de trânsito. A parte central das galerias era para a movimentação dos funcionários. Os sentenciados sempre se apresentavam de sapatos e devida­mente trajados, mesmo quando eram encaminha­dos para os pátios ou praça de esportes.
   Além da praça de esportes, havia o cinema (uma sala em desnível, com cadeiras almofadadas e banheiro).
   Na praça de esportes havia apresentações de conjuntos mu­sicais da cidade e até da unidade, além de artistas conhecidos, como Sérgio Reis.
    Na área externa funcionava o parque agrícola. Os sentencia­dos que nele trabalhavam eram encaminhados de manhã; lá almoçavam, retornando à tarde para suas celas (ocupavam as celas ociosas do hospital). Para trabalhar no parque agrícola o sentenciado devia preencher vários requisitos, além de ter boa conduta e principalmente situação processual definida.
   Entre os sentenciados do parque agrícola era escolhida uma nova turma, a da pavimentação.       
   Nesse caso os sentenciados trabalhavam sob a orientação de funcionários da Prefeitura Municipal de Avaré, especializados no calçamento de vias pú­blicas. Várias ruas em torno da penitenciária foram pavimen­tadas nessas condições. Também, trabalhavam, em escolas, onde    procediam à “poda” de árvores e limpeza de jardins.