quarta-feira, 1 de agosto de 2012

REGIME AUBURNIANO


 Em 1796, o governador Jhon Jay, de Nova Iorque, enviou uma comissão à Pen­silvânia para estudar o sistema celular. Nesse mesmo ano ocorreram mudanças importantes nas sanções penais, substi­tuindo-se a pena de morte e os castigos corporais pela pena de prisão, consequência direta das informações colhidas pela referida comissão. Em 1797 foi inaugurada a prisão de Newgate.
   Esse estabelecimento era muito peque­no e foi impossível desenvolver o sistema de confinamento solitário.     
   Diante dos resul­tados insatisfatórios, em 1809, foi proposta a construção de outra prisão, no interior do Estado, para absorver o número crescen­te de delinquentes. A autorização definitiva, porém, para construção da penitenciária em Auburn só ocorreu em 1816.
  A princípio as celas eram duplas, abri­gando simultaneamente dois presos. Anos depois, as celas passaram a ser individu­ais.
  No sistema auburniano, o isolamento era noturno e durante o dia o trabalho po­deria ser coletivo e realizado em silêncio. Em Auburn, a chamada regra do silêncio exigia que todos os prisioneiros evitassem qualquer conversa com os demais presos, tanto durante o trabalho, quanto durante as refeições, ou em qualquer outra oca­sião. Auburn costumava ser chamado de “ o sistema silencioso” (the silent system), para distinguí-lo do “sistema solitário” (the solitary system), da Filadélfia.
   O sistema auburniano alcançou maior difusão  nos Estados Unidos do que o fi­ladélfico. Isso  foi devido, em parte, ao fato de que o trabalho coletivo permitia a insta­lação de indústrias dentro das penitenciá­rias, o que o tornou mais produtivo e rentá­vel do que o trabalho realizado em células individuais, oferecendo, assim, uma pers­pectiva econômica mais favorável do que a Filadélfia. Outro argumento utilizado para o sistema de Auburn foi de prisão (em blocos retangulares) era menos onerosa do que o projeto Filadélfia (de asas radiais).