sexta-feira, 14 de junho de 2013

TERRITÓRIO PENITENCIÁRIO


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           Santana é o mais antigo núcleo de povoamento da cidade de São Paulo ao norte do Rio Tietê. O local foi conhecido por muito tempo como Fazenda Tietê ou Guaré.    

       Os portugueses que ocuparam a região, inicialmente escravizaram os índios, mas a seguir os padres jesuítas instalaram nessas terras, um colégio para a catequização e realizaram as primeiras melhorias, como plantações e criação de animais. Em 1673, suas terras iam desde as imediações do Jardim da Luz, seguindo o Rio Tietê e terminando aproximadamente em Mairiporã (cerca de 41 Km). Com o nome de Sant`Ana, a fazenda tornou-se a mais importante de São Paulo. Sua sede foi construída em 1734, local onde hoje funciona o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo. Em 1887, viviam ali, pouco mais que 130 pessoas, depois foi criada a Paróquia de Sant’Ana, tendo, por sede provisória, a Capela de Santa Cruz, no Alto de Santana. Até 1897 as habitações encontravam-se apenas ao longo das atuais ruas Alfredo Pujol e Doutor César.

           No início do Século XX, o Estado buscava um local que pudesse abrigar uma nova penitenciária. Concluiu-se que Santana seria o local ideal, pois estava a seis quilômetros do centro da cidade, mas o bairro ainda mantinha características de zona rural.

           Em 1911, na Avenida General Ataliba Leonel, foi lançada a pedra fundamental da futura Penitenciaria do Estado (PE). Em 21/04/1920 foi inaugurada a PE, funcionando até os dias de hoje como Penitenciaria Feminina de Sant`Ana.

           Durante as décadas de 1920 e 1940, a PE foi considerada o local com um dos projetos mais relevantes do mundo sobre ressocialização de presos.

           A partir da década de 1950 ao redor da Penitenciária do Estado foram construídos a Casa de Detenção (1956), a Penitenciária Feminina da Capital (1973) e o Centro de Observação Criminológica (1983). Juntos tornaram-se o Complexo Penitenciário do Carandiru, um marco dentro do universo prisional brasileiro, tanto no seu sentido jurídico-policial, quanto no seu aspecto simbólico, cultural e social. 

           Com isso o bairro de Santana ficou mundialmente conhecido por ser a manjedoura do sistema prisional paulista.

           A Casa de Detenção de São Paulo, popularmente conhecida como Carandiru, foi implodida em 2002 e no local foi construído o Parque da Juventude.

           Do antigo "Complexo do Carandiru" são remanescentes: o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, a Penitenciaria Sant`Ana (antiga Penitenciaria do Estado) e a Penitenciaria Feminina da Capital, além de dois prédios da antiga Casa de Detenção que viraram Escola Técnica Estadual (ETEC) e o prédio administrativo das Freiras da Congregação do Bom Pastor, que gerenciavam a Penitenciaria Feminina da Capital.

           É nesse ultimo prédio, na tentativa de manter viva a história do sistema prisional paulista que a Secretaria da Administração Penitenciaria implanta a nova sede do Museu Penitenciário Paulista (MPP) e entre seus objetivos, pretende também, levar às escolas do entorno do Carandiru, qual a importância histórica deste território.