sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

MUSEU PENITENCIÁRIO PAULISTA, 74 ANOS.

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         No início do Século XX acreditava-se que os trabalhos de marcenaria, alfaiataria, desenho, entre outros, conduziriam à ressocialização. Em São Paulo, para atingir esse fim, além de aprender a ler e escrever, o preso tinha aulas de desenho e pintura.

         O envolvimento do preso com a arte era considerado importante, pois esse era um meio de contato com questões e situações como o respeito mútuo, a justiça, o diálogo e a solidariedade humana.

         Os quadros pintados nos cursos formaram uma galeria/showroom dentro da Penitenciária do Estado. A partir desse acervo foi possível constituir o Museu Penitenciário, sendo sua constituição legal datada de 11 de dezembro de 1939.

         O Museu foi organizado, profissionalizado e ganhou uma grande inauguração na década de 1960. Em 31 de janeiro de 1967, é lançado o Plano de Trabalho do museu.

         Na década de 1970 foi fechada a área expositiva do Museu Penitenciário. Com o fechamento, algumas peças de seu acervo foram distribuídas como material de decoração para as unidades prisionais; já outras foram recolhidas aos porões da Penitenciária do Estado.
Apenas no início da década de 1990, com a constituição da Secretaria da Administração Penitenciária, o museu foi reorganizado e parte do acervo resgatado.

         Fazendo parte da Escola de Administração Penitenciária “Dr. Luiz Camargo Wolfmann” (EAP), o trabalho do museu visava essencialmente torná-lo um meio pedagógico para treinamento dos servidores do sistema penitenciário.

         Visando reestruturar o museu e torná-lo aberto à visitação pública, em 2010 a estrutura do museu sai da EAP e passa a fazer parte do Gabinete do Secretário da Pasta. Com isso, seu acervo é transferido para capital e uma nova diretoria assume seus trabalhos.

         Para a nova sede do museu é escolhido o último prédio remanescente da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) dentro do Parque da Juventude, área onde se encontrava o antigo Complexo do Carandiru, local de grande importância simbólica para o sistema penitenciário paulista.

         A relevância de um museu instalado em uma importante avenida, junto ao Parque da Juventude, com a disposição de ser a “vitrine” do sistema penitenciário, conjumina as benesses de ilustrar a sociedade o significado da execução penal, mas também o desafio de lidar com seus diversos stakeholders: desde criminalistas, sociólogos, bacharéis em direito, ativistas, religiosos, funcionários e até mesmo os egressos do sistema penitenciário.

         No segundo semestre de 2013 ocorreu à ocupação da nova sede do museu, após a finalização da reforma física do prédio localizado na AV. Zaki Narchi, 1207.

         A nova sede é moderna e bem localizada, facilitando o acesso dos servidores da SAP e da sociedade em geral, tornando possível atender a finalidade do Museu Penitenciário Paulista.