quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Salas do Museu Penitenciário Paulista

OS PENSADORES E O SIMBOLISMO

Ainda na área externa do museu o visitante é introduzido aos conceitos do Direito Penitenciário, na visita monitorada é explanado que o conceito de pena transformou-se durante os períodos da história. A ideia de “prender como pena” é construída no processo histórico dos Séculos XVII e XVIII. O antigo calabouço foi transformado em prisão e essa foi sendo modificada e desenvolveram-se os estudos sobre o aperfeiçoamento do sistema penitenciário. No Foyer de entrada o visitante adentra em uma “chuva de palavras” onde por meio de termos, relacionados ao universo penitenciário, ocorre a introdução do visitante nesse ambiente simbólico.

PINACOTECA

Pinturas desenvolvidas por presos na Penitenciária do Estado e em outras unidades que mostram a diversidade de ações e expressões artísticas.

CULTURA PRISIONAL

O MPP propicia a possibilidade de observação da “cultura das prisões”, ou seja, uma maneira de agir, operar ou executar atividades seguindo procedimentos comuns. As apreensões efetuadas em revistas nas unidades prisionais mostram a capacidade dos presos na confecção de curiosos objetos, alguns em substituição a aparelhos e utensílios usados no mundo exterior.

O CORPO

Após a inserção nesse mundo simbólico o visitante é levado à ala do museu destinada ao corpo. Primeiro por meio das tatuagens onde os desenhos são feitos para serem interpretados por aqueles que vivem no universo da criminalidade. E depois com a história da Antropologia Criminal surgida no final do século XIX, que seguia os padrões da Escola Positivista. Foi elaborada pelo médico italiano Cesare Lombroso, que defendia a ideia do determinismo biológico no campo criminal, associada ao caráter hereditário para a delinquência. Serviço de Biotipologia Criminal da Penitenciária do Estado, produziu diversas fichas de classificação com observações que revelam uma intenção clara de encontrar sinais reveladores da predisposição dos presos ao crime.

A PALAVRA

Espaço destinado à linguagem jurídica e a dos presos. Códigos do sistema que começam a sair dos tribunais, tornando-se populares em letras de músicas e propiciando a familiarização das pessoas com a lei.



MEMÓRIA ORAL


No auditório são exibidos os filmes produzidos a partir de depoimentos, acerca da trajetória de vida de diversas pessoas que fizeram, ou ainda fazem, parte da história execução penal. Já na biblioteca do segundo andar, os depoimentos  também são apresentados em vídeos de em média 180 minutos, sem edição, contendo também as transcrições.