terça-feira, 11 de novembro de 2014

Com a palavra o Servidor

Penitenciarista por vocação.

  O tempo passa depressa, a semeadura é opcional, porém a colheita é certa.
Hoje o Sistema Prisional Paulista vive uma história de paz, harmonia, ordem e disciplina, diferente de alguns anos atrás onde as manchetes eram contrárias ao que vivenciamos atualmente, com várias rebeliões, mortes e indisciplina; enfim, reinava a baixa-estima.
  No início dos anos de 1990 tornei-me diretor geral da Penitenciária II de Bauru, regime fechado, que hoje leva o nome de CPP II “Eduardo de Oliveira Vianna”, indicado pelo diretor do complexo penitenciário da região noroeste, Luiz Gonzaga Vieira (de saudosa memória) e nomeado por Luiz de Camargo Wolfmann, coordenador da Coespe. Na época havia 30 unidades prisionais aproximadamente.


  Tive o privilégio de conviver com grandes nomes de nosso Sistema Penitenciário, alguns tornaram-se lendas, homens honrados e dignos, penitenciaristas por vocação e sacerdócio divino.
Lembro-me com alegria de colegas diretores que muito me ensinaram, alguns partiram deste mundo, outros se aposentaram e seguem suas vidas.
  Mas, existem os remanescentes daquela época, excelentes diretores, um deles é secretário atual da SAP, Lourival Gomes, mas jamais poderia me esquecer de Walter Erwin Hoffgen, Elio Nepomuceno Fernandes, Luiz de Camargo Wolfmann, Leandro Pereira, Carlos Panucci, Osny Carlos Screpanti, Perci da Silva, Tito Xavier Lopes, Armando Casseb, Ismael Pedrosa, Luiz Gonzaga Vieira, José Luiz Mansur, Itamar Rabanera, Eduardo Rosler, Willo Rogério de Jesus, Jorge Wilson Gomes, Dorival Lara, Alberto Brocchieri, Marco Antonio Feitosa, Suraia Daher, Adail Leone, Wilson Elorza Junior, José Carlos Cecilio, Luiz Carlos de Souza, Eduardo de Oliveira Viana, Lair Svicero, Jorge Bento de Camargo, Jairo Bueno, Reinaldo da Garagem, Carmem Lucia, Antonio Paulo Veronezi, Mauricio de Freitas, além desses não poderia deixar de citar Luiz Augusto San Juan França e Fernando Torres Garcia, que eram juízes corregedores da execução criminal e hoje desembargadores do Tribunal de Justiça e muitos outros que serão citados oportunamente.
  Essa somatória de valores humanos e espirituais que traz a paz reinante no sistema prisional paulista.

  Por meio da ordem conseguimos reverter um quadro que em 2006 parecia irreversível, isso só foi possível com a intervenção de homens vocacionados e verdadeiros penitenciaristas.