quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Unidades históricas do sistema e a implosão da casa de detenção

Na área do jardim lateral do museu, a exposição trata da criação do Conselho Penitenciário do Estado de São Paulo que foi instituído em 1926. Lembra que o atendimento aos imputáveis (Alienados)
tem um importante marco com o Manicômio Judiciário de Franco Da Rocha. Fundado em 1933, em sua antiga área atualmente existem um CPP e o Hospital De Custódia e Tratamento Psiquiátrico “Professor André Teixeira Lima”. Quanto aos imputáveis ainda é citado que o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico “Dr. Arnaldo Amado Ferreira” em Taubaté foi instalado em 26 de agosto de
1955, como Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté. Em relação ao aprisionamento de mulheres, o Presídio de Mulheres de São Paulo foi constituído em 1941, a partir do projeto de Accacio Nogueira.
A Penitenciária Feminina “Santa Maria Eufrásia Pelletier” de Tremembé foi
criada em 1963, mas já estava em funcionamento desde 1961. A Penitenciária Feminina da Capital passou a funcionar em 1973 com a transferência das detentas do então Presídio de Mulheres. Já a Penitenciária Feminina de Sant’ana passou a funcionar em dezembro de 2004 no prédio onde funcionava a antiga Penitenciária do Estado. As prisões agrícolas entraram para história como Instituto Penal Agrícola. Existiram IPAs em Itapetininga, São José do Rio Preto e Bauru.
Em relação às unidades históricas do interior do Estado, destacam-se a Penitenciária “Dr. José Augusto César Salgado” de Tremembé fundada em 1948, com a denominação Fazenda Modelo da Penitenciária do Estado (FMPE). A Penitenciária “Zwiglio Ferreira” de Presidente Venceslau,
inaugurada em 1961, este complexo foi edificado em antigo prédio de 1925, em área superior a 20 alqueires. E a Penitenciária De Avaré I, inaugurada em 1970 foi concebida para ser uma das maiores e mais modernas do país e orientada segundo os melhores preceitos em prática nas instituições semelhantes do exterior, bem como nos moldes da Penitenciária do Estado. A apresentação termina com os escombros do complexo do Carandiru, onde são lembrados que a implosão da Casa de Detenção na manhã de 8 de dezembro de 2002, pontualmente às 11h, foram implodidos em quase sete segundos os pavilhões 6, 8 e 9 da Casa de Detenção do Complexo do Carandiru. Posteriormente os pavilhões 2 e 5 também vieram abaixo.