segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

HISTÓRIA DOS ESTABELECIMENTOS PENAIS

Penitenciária Feminina da Capital

A primeira unidade a cuidar do aprisionamento de mulheres, no terreno onde se localiza o complexo
do Carandiru foi o Presídio de Mulheres que ficava do lado da Penitenciaria do Estado, hoje Feminina de Sant`Ana.
Criada pelo decreto 12.116 de 11 de Agosto de 1941, sua composição arquitetônica formada por cinco dormitórios comuns e seis individuais, onde ficavam alojadas as sentenciadas.

Neste período quem administrava o Presídio eram as freiras da Congregação do Bom Pastor.
 O Presídio Feminino funcionou naquele prédio até que em 04/09/1973, ficou pronto o “presídio grande”, como as freiras denominavam.
A partir de 1974 passou a ser denominada Penitenciária Feminina da Capital.
Unidade penal modelo, sua organização administrativa dividida em oito seções: Administração Geral, Junta de Orientação Técnica, Seção Penal, Produção, Educação, Administração e Finanças, funcionando assim  até 1977.
Sua última diretora religiosa foi a Irmã Maria Assunção que dirigiu a unidade por 10 anos.
A mudança para o novo prédio implicou em contratação de funcionárias para a segurança da unidade e na instauração de oficinas de trabalho.
Em outubro de 1977, Suraya Daher assumiu a diretoria geral; havia 128 presas, distribuídas em dois pavilhões, cumprindo pena nos regimes fechado e,  no recém-criado semiaberto.
Nesse período, a administração da unidade foi setorizada e a rotina da instituição reformulada pela equipe técnica da nova direção.
Além disso, as presas faziam curso de teatro, escreviam e montavam peças apresentadas dentro e fora da instituição.
Essa administração foi marcada pela implementação de projetos voltados ao estudo do comportamento da presa, individual e coletivamente.