segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

MUSEUS PELO MUNDO

Museo di Antropologia Crimnale “Cesare Lombroso”- Itália

Cesare Lombroso, primeiramente guardava sua coleção de crânios em um quarto de estudante, em seguida, em uma espécie de celeiro que serviu como um laboratório. Só depois passou a usar os
novos laboratórios biológicos da Universidade de Turim.
O inicio da sua coleção se deu a partir de sua vivência de vários anos como médico militar, pela primeira vez em 1859 e 1866 atividade em que tinha o campo para medir craniologicamente milhares de soldados italianos e também recolher crânios e cérebros. Esta coleção foi crescendo gradualmente, trabalhando durante 20 anos como medico na prisão de Turim onde pode coletar uma grande quantidade de vasos e jarros, conhecida como a série de obras do louco.

Após sua morte sua coleção formou o Museo di Antropologia Criminale “Cesare Lombroso” e passou por varias transferências de sede.
Em 2009, em homenagem ao centenário da morte de Lombroso, “seu” museu único foi reestruturado.
Suas coleções atuais incluem peças anatômicas, desenhos, fotografias, exemplos de provas materiais, documentos escritos e trabalhos artísticos criados por detentos de asilo e de prisão. Artefatos utilizados por criminosos na consumação de seus delitos – adagas, picadores de gelo, cutelos, machadinhas, machados, armas de fogo e cordas; moldes de orelhas feitos de gesso, demonstrando as formas que possuíam num delinquente em potencial; fotografias de presidiários e de suas tatuagens (outra característica de um bandido, segundo Lombroso) e mesmo pedaços conservados de peles tatuadas; desenhos, esculturas, poemas e canções feitos por criminosos e que demonstram sua absoluta frieza e falta de remorso.
Portanto, o museu não é uma coleção de ferramentas de punição, nem tem o objetivo de oferecer ao público uma sequência de grandes criminosos e crimes ferozes: não é um museu de horror.
Em vez disso, ele apresenta os pensamentos de um cientista fortemente interessado nos problemas de seu tempo e impulsionado por uma curiosidade profunda para o crime e qualquer forma de desvio das normas da sociedade burguesa do século XIX, com anormalidade também considerada num sentido positivo em pessoas de gênio artístico, científico ou político capaz de trazer o progresso humano.
Na nova exposição do museu, o visitante pode compreender como e por que este cientista controverso veio a formular a teoria do atavismo criminoso e quais foram os erros de seu método científico que o levou a fundar uma ciência que acabou por, assim ser, errónea.
Situação que leva hoje algumas organizações entrarem com petições para que as teorias criminológicas de Cesare Lombroso sejam removidas livros e prêmios culturais e museológicos.