sexta-feira, 26 de junho de 2015

UMA NOITE NO MUSEU

VISITA NOTURNA AO MPP

A entrada do Mês de Maio foi marcante para o Museu Penitenciário Paulista. Na noite do dia 30/04 para o dia 01/05 realizamos a primeira visita noturna ao Museu.  
Muitos Museus do mundo abrem à noite com grande sucesso de publico, já que, cada vez mais, visitar os espaços culturais formidáveis, só não basta. É preciso garantir uma experiência inesquecível. 
O projeto “Uma noite no Museu Penitenciário” tem com inspiração projetos que ocorrem nos maiores museus do mundo: o Natural History Museum de Londres, o Museum of Modern Art de Nova York, ou o American Museum of Natural History onde foi gravado o filme “Uma Noite no Museu”. Lá o programa realmente existe, o único problema é que a entrada é restrita para crianças de seis a 13 anos. O museu oferece uma noite de verdade, onde a garotada acampa e ouve histórias dos monitores.
Quando o horário é diferenciado e restrito, os grupos são mais exclusivos. 

Histórias dos estabelecimentos penais

PENITENCIÁRIA DE TIRADENTES

A Constituição Imperial de 1824 e o Código criminal de 1830 motivaram a criação de prisões com
melhores condições do que as cadeias coloniais, introduzindo a questão do aprisionamento moderno no país. A legislação eliminou os açoites, a marca de ferro quente e todas as penas cruéis.

Ressocialização consciente ou obrigatória?

  Franz Von Liszt elaborou o chamado “Programa de Marburgo” (1883).
Segundo ele, a ressocialização poderia ser feita de duas formas: uma obrigando o condenado ao tratamento penitenciário dispensando-se, portanto, o seu consentimento para ser tratado.
Medidas extremas, inclusive, defendiam a ideia de intervenções cirúrgicas no delinquente, a fim de extirpar as tendências criminosas, como lobotomia, castração de criminosos sexuais etc., no entanto, promover a ressocialização através da pena é o modo atualmente mais aceito.

VOCÊ SABIA?



A legislação portuguesa
perdurou como lei de execução no Brasil, mesmo depois da independência, somando ao todo 330 anos de vigência.
    O condenado mais famoso pelas Ordenações Filipinas foi Joaquim José de Silva Xavier, o Tiradentes.
As chamadas “Ordenações Filipinas” constituem um exemplo da vulgarização da pena de morte; nesse código, era prevista a pena de morte para diversos casos.
De acordo com o Livro V, eram admitidas as seguintes penas: enforcamento, morte na fogueira (ser feito pó), decapitação, esquartejamento, mutilação, marca de ferro, açoitamento (menos para os nobres) e degredo. Incluía, ainda, a pena infamante, ou seja, a pena que se estendia para além do réu, aos seus familiares, sendo permitido o confisco dos bens.

DE OLHO NA HISTÓRIA

A primeira forma de prisão que temos ciência é a Prisão Custódia, usada para guardar o réu até o dia

do julgamento.
Não possuía uma arquitetura própria, nem localização específica, geralmente usavam-se locais subterrâneos (poços artesianos), penhascos, masmorras, entre outros.
Seu objetivo era privar o réu de liberdade, o qual muitas vezes morria devido às péssimas condições a que se sujeitavam.

MUSEUS PELO MUNDO

Museu de Alcatraz


Alcatraz é uma ilha localizada no meio da Baía de São Francisco na Califórnia, Estados Unidos.
Inicialmente foi utilizada como base Militar e somente mais tarde foi convertida em prisão de segurança máxima. Seu nome se deu porque em 1775, o navegador Juan de Ayala descobriu a ilha e a batizou de La Isla de los Alcatraces (Ilha dos Pelicanos, na língua portuguesa).
 Alcatraz foi uma base militar de 1850 até 1930. Posteriormente adquirida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América, foi reinaugurada como prisão federal e durante seus 29 anos de existência, a prisão alojou alguns dos maiores criminosos norte-americanos, como Al Capone, Robert Franklin Stroud e Frank Morris. A prisão foi fechada em 21 de Março de 1963, menos de um ano após a primeira fuga ocorrida na prisão.

COLUNA MEMÓRIA ORAL


EDUARDO VILAS BOAS

Quando eu entrei para trabalhar na Penitenciária do Estado, existia na diretoria de Segurança e
Disciplina um acervo guardado em uma espécie de mini museu. Quando se fala da Penitenciária do Estado, falamos de um Estabelecimento Penal escola, onde se aprendia uma rotina que perdurava de uma geração pra outra. Nesse sentido, a coleção de objetos de apreensão que ficavam nesse mini museu serviam pra informação, pra instrução dos funcionários novos.
Lá nos diziam: isso aqui é um mocó, onde se esconde irregularidades, ou isso aqui é uma marica, etc. E ali na sala de segurança da unidade, todo aquele material do passado que era preservado, e os diretores orientavam dizendo para guardar e separar o material de apreensão, pois tudo aquilo era história daquilo que nós havíamos passado.